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Doenças respiratórias preocupam população

24/06/2009

Aurélio de Freitas

Repórter

O inverno mal começou e a temperatura já chegou a 10 graus em Juiz de Fora e um dos principais problemas trazidos pelo inverno são as doenças respiratórias. Entre as mais comuns estão a rinite e a rinossinusite. De acordo com o otorrinolaringologista, Lúcio Tavares Barbosa, isso acontece pois, no inverno, há fatores alérgicos como a mudança climática. "As pessoas se agasalham mal ou não se preparam para o inverno. As crises podem ser desencadeadas por estados gripais quando não se toma a vacina para gripe, ou por pacientes alérgicos, que não estão se tratam, e desencadeiam crises durantes o período do frio", diz o medico. Pessoas que têm baixa proteção imunológica precisam redobrar os cuidados. "A primeira atitude é procurar o médico e, dentro do possível, além de tratar a crise, deve-se tratar preventivamente a doença alérgica, com exames preventivos, boa alimentação e até mesmo vacinas contra gripe", diz o otorrinolaringologista.

A estudante Andressa Albuquerque sofre de asma e no inverno as crises ficam mais freqüentes. "No inverno, os locais ficam fechados devido ao frio, a circulação de ar fica menor, isso faz com que as alergias piorem, principalmente a asma", lamenta. Alguns detalhes simples podem ajudar e muito aqueles que sofrem desse tipo de enfermidade. "Colocar bacia de água no quarto ajuda a aumentar a umidade do ar, isso facilita a respiração durante o inverno em que há falta de chuva", diz Dr. Lúcio. Essas posturas são aprovadas na prática por Andressa. "Não melhora totalmente, mas os remédios, a nebulização mais todos os outros cuidados ajudam muito", diz a estudante.

Pandemia

Mas não são apenas as doenças de inverno que estão preocupando os cidadãos. Atualmente, o mundo inteiro se deparou com o surgimento e a rápida proliferação do vírus da influenza A (H1N1), mais conhecido como gripe suína. Em todo o mundo, 52.160 pessoas já foram infectadas, sendo que 231 morreram em decorrência da infecção.

Apesar dos altos índices já registrados, o novo vírus ainda não atingiu nenhum juizforano. "Na cidade contamos com um profissional treinado que, se for constatado algum indício de contaminação, faz a coleta de sangue e o envia para a Secretaria de Estado da Saúde para análise", explica Alessandra Mendonça, chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Juiz de Fora. Até o momento, em Minas Gerais, foram confirmados 42 casos da doença. De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 334 pessoas infectadas pelo novo vírus.

A jornalista Lúcia Schmidt vai para Santiago do Chile no próximo mês. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já registrou 4.315 da nova doença no país, mas ela não pensa em mudar o destino. "Sinceramente não me preocupei com esse fator na hora de optar pelo Chile e, apesar desse número, não vou mudar minha viagem", diz Lúcia. Os principais sintomas da gripe suína são febre alta, falta de apetite, dores musculares e tosse. Os sintomas são facilmente confundidos com o de uma gripe comum ou até mesmo aos da dengue, portanto, é indicado que quem apresentar esses sintomas procure imediatamente um médico.

Dengue em Juiz de Fora

Outra preocupação das autoridades brasileiras é a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypt. Alessandra Mendonça explica que os registros de casos de dengue na cidade seguem a tendência nacional, devido à chegada do inverno, mas que ainda são crescentes. "Nos meses de abril e maio são registrados os maiores índices de infestação do Aedes aegypti. Já em junho e julho esses números caem, mas não significa que nossos cuidados terminam. Continuamos prevenindo e combatendo a doença", diz Alessandra.  Até o último dia 18 de junho, a Vigilância Epidemiológica registrou 241 casos de dengue. Alessandra considera o número alto, mas revela que houve uma queda considerável. No mesmo período de 2008, o número de casos foi 40 a 50% maior do que os já registrados em 2009.

"Pedimos aos cidadãos que continuem tomando cuidados básicos, como não deixar acumular água parada em nenhum recipiente que possa ser criadouro para a larva do mosquito", finaliza Alessandra. As ações da secretaria já estão antecipando a chegada do período chuvoso. São distribuídos panfletos por agentes do departamento aos moradores, além da fiscalização e investigação de possíveis áreas de risco.

 

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