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Após um longínquo inverno retorno a este grandioso site com mais um texto convidando o amigo internauta a refletir. Sinceramente estava sem a mínima paciência de escrever um texto para a coluna, e por isso resolvi recarregar as baterias.
Estou de volta sem saber se na próxima semana haverá um novo texto. Provavelmente sim. Mas de qualquer forma, o tema da ocasião é uma análise profunda do ser humano.
Caminhando pela rua, conversando com amigos e leitores da coluna, me foi dirigida a seguinte pergunta: O que é, afinal de contas, a "Síndrome da Gabriela", tão citada por você em textos anteriores"? Daí eu decidi responder a essa pergunta com mais clareza, em forma textual. Então vamos à resposta.
Durante alguns meses e anos fiquei observando os mais diversos comportamentos, as mais variadas demonstrações de amor e reprovação, ódio e retaliação. Enfim, pude tirar conclusões preponderantes de como o ser humano vive a avalia sua passagem no mundo.
O grande ensinamento foi com relação aos tipos de pessoa. Depois de vasta análise, percebi que podemos misturar os seres em dois grupos: Os que estão neste mundo para concretizar ideais e aqueles que estão a passeio, aproveitando a estadia até o dia em que Deus quiser. E neste seleto corpo de pessoas está o "X" da questão.
O grupo dos transeuntes sedentários é incrível. Conseguem reclamar de tudo, só visualizam a desgraça e não enobrecem as vitórias alheias. Frustrados, chegam a insultar quem conquista algo como se este fosse culpado de sua inércia.
Outro fator importante nesta tribo é a falta de coragem. Não tomam decisões, independente do grau de importância. Acham que o mundo vai mudar e não percebem que a mudança começa na própria pessoa. São teimosos ao extremo na arte de inventar projetos sem continuidade, e se relacionar com pessoas no modo "roda gigante", com altos e baixos, dignos de externar raiva das pessoas mais próximas, tamanha a persistente burrice em prosseguir com algo inativo.
A pena oriunda da postura destas pessoas é prazerosa para elas. Diagnostica-se, então, a síndrome da Gabriela, perturbando na mente o sonoro "eu nasci assim, eu vivi assim", ao som de Gal Costa cantando para "embalar" o momento depressivo.
Enquanto não se cura dessa "doença" vive-se com medo. As pessoas têm resistência ao novo e são incrédulas ao óbvio. O difícil é fazer o fácil. Viver não é essa tarefa cheia deste subliminar tão complexo cheio de barreiras criadas por nós. Tente descobrir sua vocação entre estes dois grupos citados e viva. Aos que forem de passear, passeiem enquanto for duradoura a sua passagem pelo mundo. Agora aos menos inertes, que sejam então pessoas decididas, perseverantes, otimistas e visionárias. Falhas e problemas existirão, mas a vontade de viver superará tudo. Tenham certeza disso.
Pense bem e tome a sua decisão. Se a "Gabriela" te pegar o tempo vai passar e quando acordar será tarde, sinceramente falando, queira você acreditar ou não.
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