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Inicialmente, quero agradecer a atenção de alguns leitores que reclamaram, via email e pessoalmente, a falta de novo artigo aqui no Reagente; "ausência", na verdade, ocasionada pelo acúmulo de atividades, inclusive fora do estado de Minas Gerais. Convoco então vocês, leitores, a participarem de uma breve discussão sobre ecologia, assunto sempre pertinente e em voga.
Independente de "semana do meio ambiente", a vida contemporânea demanda reflexões e debates sobre reservas indígenas, destruição da fauna e da flora, depredação de bens arqueológicos, mineração, garimpagem, fontes alternativas de energia e tantos outros assuntos de interesse geral; é necessário, também, repensar as ações cotidianas relativas à preservação e restauração dos processos ecológicos essenciais, bem como ao manejo responsável das espécies e dos ecossistemas. Vamos dessa forma, prezados leitores, pensar numa ação continuada, numa atitude reflexiva que se estenda pelo resto de nossa vida na Terra.
Antes pensávamos em utilizar equilibradamente os recursos naturais para efetivarmos compromisso com a qualidade de vida das futuras gerações; atualmente, entretanto, colhemos imediatamente o fruto de ações irresponsáveis por parte de órgãos governamentais, instituições privadas e da própria sociedade. Não tenham dúvida: pequenas ações que parecem isoladas, como jogar lixo na área urbana e nos córregos, a prática de queimadas, podem, sim, contribuir efetivamente para a destruição do Planeta.
Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar mata dois milhões de pessoas todo ano. Especialistas advertem que a qualidade do ar é primordial não só para nossa saúde, mas que também afeta o clima, a produção agrícola, as mudanças climáticas e os desastres naturais. O aumento da temperatura global, outra conseqüência da poluição, contribui para ocorrência de incêndios, além do derretimento da calota polar, que ocasiona enchentes, alagamentos, mudanças climáticas bruscas.
São Paulo, Pequim, Cidade do México, Los Angeles estão entre as metrópoles mais poluídas do mundo. Infelizmente, Minas Gerais integra esse péssimo panorama por ser o estado brasileiro que mais destruiu a Mata Atlântica entre 2005 e 2008. Um relatório divulgado recentemente pelo FHG, Fórum Humanitário Global, com sede em Genebra, adverte que a mudança climática é responsável por 315 mil mortes por ano. O relatório evidencia que 500 milhões de pessoas no mundo encontram-se em situação de vulnerabilidade por viverem em países pobres caracterizados por secas, inundações, desertificação ou elevação do nível dos mares [1].
Perto de nós, o rio Paraibuna continua gritando no escuro. Quem olha para o Paraibuna se depara com um triste cenário: assoreamento, esgoto doméstico, efluentes industriais, entulhos, lixo urbano, animais mortos. Muitos fatores levaram o rio a este estado lamentável, como omissão e morosidade de ação do poder público, falta de conscientização da população, carência de campanhas educativas, ausência de fiscalização eficaz.
O Paray-Una, rio de águas escuras, carrega no seu leito um acúmulo de elementos poluidores que vão atingir a margem esquerda do rio Paraíba do Sul, um dos mais poluídos do país, localizado em área de grande desenvolvimento do país (Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo). Vamos deixar o grito no escuro ecoar bem forte até que se atinja a terceira margem do rio: sem poluição. De nossa parte, vamos repensar cada atitude diária, incentivar a preservação ambiental e aprimorar, bem como divulgar, a consciência ecológica, contribuindo, de alguma forma, para a melhoria do todo ambiente.
Resposta ao leitor:
"Queria levantar uma questão, aproveitando o assunto prevenção do meio ambiente. Quem e quando é fiscalizada a emissão de poluentes dos ônibus. É assustadora a quantidade de fumaça negra que sai dos escapamentos dos veículos de transporte coletivos em Juiz de Fora. O que entendo é que a fiscalização passa longe. Basta ficar em um ponto de ônibus para levar um jato de fumaça fétida e suja." - Alysson Cardoso
Resposta do Presidente da AMAJF, Theodoro Guerra, especialmente para a Coluna:
A emissão de poluentes dos ônibus (e outros veículos) deve ser
fiscalizada conjuntamente pelos órgãos ambientais (Agenda JF aquiem JF e se tivéssemos algum escritório da FEAM - órgão do Estado - em
JF, também seria de sua competência). A polícia Militar possui
instrumentos de avaliação/medição da poluição veicular e
também pode ser acionada. Os limites de poluição são
estabelecidos em Normas estaduais, embora o Comdema - Conselho
Municipal de Meio Ambiente também possa legislar sobre isso.
Mas, realmente, existe carência na fiscalização e por vezes ocorre,
porém de maneira deficiente, pouco precisa e eficaz para resolver
estes problemas. Faz muito tempo que temos notícias de
fiscalização na frota de ônibus de JF e nos caminhões públicos
(Demlurb, Empav....).
[1] http://br.reuters.com/articlePrint?articledId=BRSPE54SO4L20090529
E-mail: maristelarocha@yahoo.com
O folclore é assunto que merece sempre agendamento na mídia, levando-se em consideração que não é apenas uma relíquia.
Ah, eu quero! Quero, sim, morrer numa batucada de bamba e lembrando Ataulfo Alves em parceria com Paulo Gesta.
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