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Maristela Rocha

 
01/06/2009

Reação pelo todo ambiente II


Inicialmente, quero agradecer a atenção de alguns leitores que reclamaram, via email e pessoalmente, a falta de novo artigo aqui no Reagente; "ausência", na verdade, ocasionada pelo acúmulo de atividades, inclusive fora do estado de Minas Gerais. Convoco então vocês, leitores, a participarem de uma breve discussão sobre ecologia, assunto sempre pertinente e em voga.

Independente de "semana do meio ambiente", a vida contemporânea demanda reflexões e debates sobre reservas indígenas, destruição da fauna e da flora, depredação de bens arqueológicos, mineração, garimpagem, fontes alternativas de energia e tantos outros assuntos de interesse geral; é necessário, também, repensar as ações cotidianas relativas à preservação e restauração dos processos ecológicos essenciais, bem como ao manejo responsável das espécies e dos ecossistemas. Vamos dessa forma, prezados leitores, pensar numa ação continuada, numa atitude reflexiva que se estenda pelo resto de nossa vida na Terra.

Antes pensávamos em utilizar equilibradamente os recursos naturais para efetivarmos compromisso com a qualidade de vida das futuras gerações; atualmente, entretanto, colhemos imediatamente o fruto de ações irresponsáveis por parte de órgãos governamentais, instituições privadas e da própria sociedade. Não tenham dúvida: pequenas ações que parecem isoladas, como jogar lixo na área urbana e nos córregos, a prática de queimadas, podem, sim, contribuir efetivamente para a destruição do Planeta.

Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar mata dois milhões de pessoas todo ano. Especialistas advertem que a qualidade do ar é primordial não só para nossa saúde, mas que também afeta o clima, a produção agrícola, as mudanças climáticas e os desastres naturais. O aumento da temperatura global, outra conseqüência da poluição, contribui para ocorrência de incêndios, além do derretimento da calota polar, que ocasiona enchentes, alagamentos, mudanças climáticas bruscas.

São Paulo, Pequim, Cidade do México, Los Angeles estão entre as metrópoles mais poluídas do mundo. Infelizmente, Minas Gerais integra esse péssimo panorama por ser o estado brasileiro que mais destruiu a Mata Atlântica entre 2005 e 2008. Um relatório divulgado recentemente pelo FHG, Fórum Humanitário Global, com sede em Genebra, adverte que a mudança climática é responsável por 315 mil mortes por ano. O relatório evidencia que 500 milhões de pessoas no mundo encontram-se em situação de vulnerabilidade por viverem em países pobres caracterizados por secas, inundações, desertificação ou elevação do nível dos mares [1].

Perto de nós, o rio Paraibuna continua gritando no escuro. Quem olha para o Paraibuna se depara com um triste cenário: assoreamento, esgoto doméstico, efluentes industriais, entulhos, lixo urbano, animais mortos. Muitos fatores levaram o rio a este estado lamentável, como omissão e morosidade de ação do poder público, falta de conscientização da população, carência de campanhas educativas, ausência de fiscalização eficaz.

O Paray-Una, rio de águas escuras, carrega no seu leito um acúmulo de elementos poluidores que vão atingir a margem esquerda do rio Paraíba do Sul, um dos mais poluídos do país, localizado em área de grande desenvolvimento do país (Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo). Vamos deixar o grito no escuro ecoar bem forte até que se atinja a terceira margem do rio: sem poluição. De nossa parte, vamos repensar cada atitude diária, incentivar a preservação ambiental e aprimorar, bem como divulgar, a consciência ecológica, contribuindo, de alguma forma, para a melhoria do todo ambiente.

 

Resposta ao leitor:

"Queria levantar uma questão, aproveitando o assunto prevenção do meio ambiente. Quem e quando é fiscalizada a emissão de poluentes dos ônibus. É assustadora a quantidade de fumaça negra que sai dos escapamentos dos veículos de transporte coletivos em Juiz de Fora. O que entendo é que a fiscalização passa longe. Basta ficar em um ponto de ônibus para levar um jato de fumaça fétida e suja." - Alysson Cardoso

 

Resposta do Presidente da AMAJF, Theodoro Guerra, especialmente para a Coluna:

A emissão de poluentes dos ônibus (e outros veículos) deve ser

fiscalizada conjuntamente pelos órgãos ambientais (Agenda JF aquiem JF e se tivéssemos algum escritório da FEAM - órgão do Estado - em
JF, também seria de sua competência). A polícia Militar possui
instrumentos de avaliação/medição da poluição veicular e
também pode ser acionada. Os limites de poluição são
estabelecidos em Normas estaduais, embora o Comdema - Conselho
Municipal de Meio Ambiente também possa legislar sobre isso.
Mas, realmente, existe carência na fiscalização e por vezes ocorre,
porém de maneira deficiente, pouco precisa e eficaz para resolver
estes problemas. Faz muito tempo que temos notícias de
fiscalização na frota de ônibus de JF e nos caminhões públicos
(Demlurb, Empav....).



[1] http://br.reuters.com/articlePrint?articledId=BRSPE54SO4L20090529

 

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9 Comentários

Pedro Moreira

08/06/2009 - 17:27
Parece que as poucos a imprensa em geral está dando mais atenção as questões ecologicas; mas ainda falta uma educação ambiental de base. Problema serio esse no pais.

Sílvio Reis de Almeida Magalhães

04/06/2009 - 00:15
Se acompanharmos atentamente tudo o que está sendo veiculado na mídia, há muitos anos, vamos perceber que estamos cavando nosso próprio precipício. Vamos ler, pesquisar, estudar, divulgar, MUDAR, enfim, lutar por dias melhores enquanto é tempo. Estamos perdendo tempo, dinheiro, saúde e vida...Triste...

Cloves Ribeiro

03/06/2009 - 12:20
Realmente as questões do meio-ambiente merecem atenções especiais, sempre. O mundo pede socorro, não há como lutarmos contra a força das águas. Nós homens, somos muitos mais fracos que a natureza. A história nos mostra.

Wesley Moreira

02/06/2009 - 23:06
Dizem que a sabedoria é uma lanterna colocada na popa de um barco. Permitam-me discordar, um pouco, dos que pensam assim. O que a Tia Lourdes pegou de raspão tem tudo a ver com essa questão. A solução passa, como outras inúmeras, pela educação. Enquanto não tivermos a tal da "consciência ecológica", ainda contaremos as horas para o fim da vida no planeta e essa consciência só se dará com a educação. Mãos à obra, pois, todos nós, mestres ou não. Se começarmos pelas pessoas mais próximas de nós, em pouco tempo, seremos todos conscientes. Belo grito, Maris!

REGINA CELIA FARINAZZO MARQUES

02/06/2009 - 21:50
Semana passada escutei a conversa entre 2 rapazes, e fiquei apavorada, porque comecei a pensar no que eles comentavam. A natureza esta respondendo furiosamente a todas as provocacoes do homem, as estacoes nao sao mais tipicas, temos tempestades no nordeste que devastam cidades que antes faziam novenas e novenas para todos os santos pedindo chuva. O sul, com os leitos dos rios secos, o gado magro, sem pastagens, em terras ate pouco tempo ferteis. Ate as cataratas do Iguacu, ultimamente, tinham fiapos de agua. Os rapazes dizia: Eh,o nosso futuro sera viver nos subterraneos! Esta semana, em pleno outono tivemos tardes com 30 graus! A camada de ozonio que deveria nos proteger dos raios de sol causadores de tanto cancer de pele, esta cheia de buracos!Entao eu me lembrei de 1 dos flmes da serie Planeta dos Macacos, que muito me impressionou. Os homens viviam em verdadeiras cidades debaixo da terra,pois tinham a pele tao fina que nao suportavam o sol, e alem do mais nao possuiam pelos e cabelo. Sera esse o futuro das proximas geracoes? Muita coisa tem que ser feita, muitos dirigentes de paises importantes tem que mudar habitos dos cidadaos. Mas acho que, principalmente, nos maes temos que ensinar nossos filhos a preservar a natureza, preservando a vida de seus filhos, netos, bisnetos......?????????????

Maria de Lourdes Moreira

01/06/2009 - 20:42
Quando eu era criança na roça, nunca ia imaginar que veria tudo que estou vendo agora com relação ao meio ambiente. Muito triste. Vamos ensinar as pessoas como fazer para diminuir esse grave problema.

Michel Carlos da S. Netto

01/06/2009 - 19:32
Bela articulista Maristela Rocha. Parece mesmo que o mundo está vindo abaixo. A natureza grita de todas as formas e continuamos alheios a essa desastrada devastação que pode acabar com a vida humana na Terra. Temos que educar nossas crianças. Desde cedo é preciso que tenham consciencia sobre o meio ambiente. Vamos refletir minha gente. Vamos divulgar e vamos mudar. Sempre é tempo.

Wilton

01/06/2009 - 13:12
Talvez um sistema de multas a quem polui pode ser uma solução porque a educação rem e nõ tem surtido muito efeito. Aproveito para dar os meus pêsames aos últimos dirigentes que tão pouco contribuíram com a despoluição do nosso rio. Confesso que me sinto enganado.

Fernando Campos

01/06/2009 - 10:59
O meio ambiente é tudo aquilo que nos cerca, assim, torna-se importante que as pessaos revejam os seus conceitos para que nas mínimas ações possamos dar exemplo e melhorar as condições de vida do planeta. O respeito as pessoas é o priomeiro passo, portanto a ética e a cidadania são as palavras de ordem que precisamos resgatar neste momento. "Temos que nos arrepender nesta geração, não tanto pelas más ações de pessoas más, mas pelo silêncio assustador das pessoas boas." ( Martin Luther King ) Saudações ambientais Fernando Campos
 

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